O princípio de todas as coisas.





É intrínseco ao ser humano a curiosidade sobre suas origens. Até hoje este é um assunto muito estudado e discutido em muitos círculos científicos e acadêmicos. Os cristãos, apesar de, durante a história, terem criado diferentes interpretações sobre o gênesis bíblico, são concordantes em acolher o criacionismo como a versão bíblica para o início de todas as coisas. Deus é o supremo criador de todo o universo, a causa motriz, o ser necessário, a mente inteligente, o impulso primário para a existência de todas as coisas.

Nos onze primeiros capítulos de Gênesis, temos o relato bíblico acerca do princípio da criação de Deus. Certamente Moisés não estava presente no ato da criação, tendo, portanto, recebido a narrativa da criação e dos primeiros acontecimentos por intermédio do próprio Deus.

Gênesis 1 e 2: Temos o relato da criação propriamente dito. Apesar das muitas interpretações a respeito desta narrativa, o que devemos ter em mente é o fato de que a intenção de Deus ao narrar o relato da criação é certamente didático – o povo de Israel, sob o comando de Moisés, precisava conhecer mais a respeito do Deus Criador, e de tudo aquilo que Deus já tinha feito! Eles precisavam ter uma visão mais ampla a respeito de Deus e do mundo em que viviam, a fim de saberem que o mundo não girava em torno deles próprios e seus problemas, mas, antes, já faziam parte deste plano maravilhoso do Supremo Criador!

Gênesis 3 e 4: Temos o conhecido relato da queda da raça humana – o casal primário, mesmo habitando no maravilhoso paraíso criado por Deus, foi desobediente à ordem de Deus. O âmago do pecado original não se encontra no ato da mordida de Adão e Eva no fruto proibido, mas sim no fato de que, segundo a serpente, ao comerem do fruto, eles se tornariam como Deus, conhecedores do bem e do mal. O maior problema do homem, desde o início até hoje, é este sentimento e esta vontade de ser independente de Deus, esta ambição de ser o seu próprio deus, aquele que comanda e guia seu próprio caminho!

Além disso, tem-se também o relato do primeiro assassinato, envolvendo os irmãos Caim e Abel, e o relato da descendência direta de Adão e Eva no princípio.

Gênesis 5 a 10: A esta altura, a ênfase das narrativas se volta para a pessoa de Noé, considerado justo diante de Deus ante uma sociedade totalmente voltada contra o Criador. No capítulo 5, temos a genealogia de Adão até Noé. No capítulo 6 a 8, temos o famoso relato do dilúvio, com a promessa de Deus de que nunca mais destruiria a terra da forma como fez nos tempos de Noé. Nos capítulos 9 e 10, já após o dilúvio, é relatada a forma como Noé e sua descendência novamente povoaram a terra, seguindo-se à genealogia de Noé no capítulo 10.

Gênesis 11: Finalmente, para encerrar esta série de narrativas bíblicas sobre o princípio do mundo, temos o relato da construção da Torre de Babel: o homem, novamente impulsionado pela ambição de ser um grande criador como Deus, resolve construir uma torre que chegasse até os céus. Deus, vendo a intenção do coração daqueles homens, os espalha pelo mundo e confunde suas línguas, de forma que eles não mais se entendiam como antes.

Após esta série de relatos, podemos concluir que Deus não estava preocupado em confrontar teorias científicas a respeito do início do mundo. Antes, desejava instruir o seu povo, mostrando a riqueza de Sua criação, e Seu imenso poder em criar todas as coisas, além de nos ensinar com as narrativas a respeito dos primeiros homens, mostrando um caminho seguro por onde devemos caminhar, a fim de nos tornarmos filhos fiéis e obedientes!

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Discussão1 Comment

  1. Carlos Stopp disse:

    Todo mundo inequivocamente busca uma identidade para uma referência e autoafirmação de si mesmo. Todos, em algum tempo de suas vidas humanas, se perguntam de suas origens. Outros, do porque fazem determinadas coisas, às vezes até já sabendo quando estão errados. Este começo ajuda a começar a entender o porque somos do jeito que somos.

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