O chamado de Abraão





Nosso Deus age como quer, a seu tempo. Ele usa a quem lhe parece bem, independente das circunstâncias. Para Deus não importa se temos muita capacidade ou não, se somos novos ou avançados em idade. Sabemos que o Senhor capacita os escolhidos e os chama a jornada.

12-15: Parece que Abrão também pensava assim. Em obediência ao Senhor, saiu de sua terral natal, do lugar onde habitava, local de conforto. Sem murmurar levou família, amigos e bens. Que confiança! Não é todo dia que se vê homens obedientes a ponto de sair de sua casa e peregrinar por onde o Senhor o enviar. Quantos de nós faríamos o mesmo? Um grande exemplo!

A caravana passou por provações, mas Abrão usou de sabedoria para administrar um conflito que teve início dentro de sua própria família. Os seus pastores estavam em contenda com os pastores de Ló, seu sobrinho, por isso Abrão optou por se separar de Ló.

Quanta sabedoria! Mesmo tendo o direito de escolher o melhor local para si, Abrão deixou Ló a vontade para escolher sua moradia.

Grande exemplo! Abrão não pensava somente em si, ele abriu mão do seu direito de escolha para trazer paz a sua família.

14-15: Existem pessoas que são rodeadas de boas influências, e mesmo assim não aprendem nada de bom. O resultado disso é possivelmente uma vida instável. Ló não apresentou bons frutos de sua vivência com Abrão, apesar de seu tio ter servido a Deus com obediência e sabedoria.

Ló fez o contrário, escolheu uma terra boa aos seus próprios olhos, apesar de estar situada próximo a Sodoma, cidade conhecida pelo seu pecado. Ló demonstrou ganância, imaturidade e falta de consideração por aquele que era o líder, seu tio Abrão.

Aos homens está proposto vida e bem ou morte e mal (Dt 30.15). Ló foi sábio aos próprios olhos, e por conseqüência provou do mal, pois foi levado prisioneiro.

A sociedade condiciona o homem a condenar para sempre aqueles que erram. Abrão poderia não se envolver com a prisão de Ló e deixá-lo jogado para sempre a maldade de seus opressores, mas fez diferente, agiu de maneira contra-cultural em relação à sociedade. Abrão não olhou para os erros do de Ló. O que importava era a vida de seu sobrinho. Aqui Abrão ensina esquecer os erros de nossos irmãos e praticar o perdão.

Depois de toda a contenda e perigo em que Abrão se envolveu por conta de Ló, o Senhor lhe fala lhe abençoa com a promessa de um filho!

16-17: Nota-se que desde aquela época a tendência de homens e mulheres quererem resolver os problemas pelos próprios meios, mesmo quando Deus já sinalizou claramente que está no controle da situação. Abrão e sua esposa Sarai passaram por esta situação, agindo em desacordo com a palavra do Senhor. Mesmo depois da promessa feita a Abrão, sua esposa Sarai se precipitou tomando uma decisão errada, e isto trouxe contenda para dentro de sua casa.

18-19: O Senhor aparece novamente a Abraão e tempo da chegada de Isaque se aproxima (Gn 18.10). Percebemos que mais uma vez Sara olha para as circunstâncias (Gn 18.12). Um exemplo claro da nossa natureza pecaminosa que milita contra a fé em Deus.

O Senhor usa de amor e misericórdia para com aqueles que buscam estar em sua presença, mesmo tendo pouca fé, mas Ele odeia o pecado. Sodoma e Gomorra eram inundadas pelo pecado, por isso o Senhor promete destruí-la. Mais uma vez Abraão demonstra seu caráter misericordioso, assim como o próprio Deus. Ele intercede por seu sobrinho que está naquela cidade ameaçada, e por amor a Abraão, Ló é salvo da morte.

20: Abraão cai na armadilha do medo. Em Gerar, ele apresenta Sara como sua irmã, temendo que o rei Abimeleque a desejasse e o matasse. Abraão tentou encobrir a verdade, pois Sara era filha de seu pai, mas não de sua mãe. Grande foi a misericórdia do Senhor para com Abraão, pois impediu Abraão fosse morto e Sara tomada por Abimeleque.

21-22: Finalmente nasce Isaque,o filho tão esperado, o milagre de Deus. Abraão e Sara puderam provar que a paciência produz recompensas (Rm 5.4-5).

Servir a Deus requer obediência. Obediência para sair de casa e deixar que Deus guie a jornada, obediência para esperar o tempo do cumprimento da promessa, e as vezes obediência para devolver a Cristo aquilo que Ele mesmo deu por sua vontade.

Obediência é a palavra certa para descrever grande parte da caminhada Abraão. Ele sabia que era preciso obedecer, mesmo que sua obediência resultasse no sacrifício de Isaque, seu herdeiro.

Abraão foi fiel até o fim, e quando não havia mais solução, quando Isaque seria sacrificado, o Senhor mais uma vez demonstrou misericórdia enviando um carneiro para ser sacrificado no lugar do jovem.

23-25: Sara faleceu com cento e vinte e sete anos. Neste tempo o sepultamento de alguém era realizado segundo as tradições. Abraão estava em terra estrangeira procurando um lugar para enterrar sua esposa, e mais uma vez viu a recompensa, e provou a recompensa por andar na presença de Deus e dedicar sua vida a Ele. Os moradores daquele lugar lhe cederam terreno para que Sara fosse sepultada. Abraão foi honrado, mesmo estando fora da sua terra. Que benção!

Nesta época Abraão decidiu escolher uma esposa para seu filho, Isaque. Naquela época era comum que as pessoas se casassem mesmo tendo um certo grau de parentesco, era possivelmente uma estratégia para evitar a união com famílias pagãs. Seguindo a tradição, Abraão decide encontrar a moça. Naquela época os pais dos noivos escolhiam suas noras, então Abraão envia Eliézer, seu servo mais confiável a esta missão.
A esposa de Isaque não seria escolhida pela beleza, mas pelo seu coração. Então Eliezer encontra Rebeca, escolhida devido as suas atitudes que foram diferentes das outras moças. Rebeca se destacou das demais.
Após todo este tempo, Abraão, o servo fiel, obediente, falho, mas que buscava andar nos caminhos do Senhor, morre com cento e setenta e cinco anos, sepultado por Isaque e Ismael (filho de Agar), junto a Sara.

Abraão, um herói da fé, um escolhido do Senhor.

Deus é maravilhoso, misericordioso e justo. Abraão que o diga.

Por Felipe Guimarães

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Discussão1 Comment

  1. Carlos Stopp disse:

    Muito boa análise!
    Um grande exemplo o de obediência e submissão o de Abraão.
    Ser filho de Abraão pela fé é seguir o exemplo dele em obediência, submissão, longanimidade e fé.

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