Confiança na Oração – Felipe Lydia





Introdução

  • Estamos estudando o Sermão do Monte – Mt 5 a 7
  • No artigo passado, estudamos o ensino de Jesus sobre o juízo, no início do cap. 7;
  • Na seqüência, Jesus fala sobre ORACÃO! Precisamos da GRAÇA de DEUS para vivermos à altura dos ensinos de Jesus. Um exemplo próximo é na aplicação dos princípios sobre o juízo que fazemos dos outros;
  • Mas será que esse trecho significa que podemos pedir o que quisermos e será concedido por Deus?

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Desenvolvimento

1. Confiança na oração: uma dádiva – Mt 7.7-11

  • Ilustração: Richard Glover sugere que se uma criança está perto dos pais, ela PEDE. Se está longe, BUSCA. Se os pais estiverem no quarto com a porta fechada, ela BATE na porta. ( vs 7, 8 ) (citado em “A mensagem do Sermão do Monte – Contracultura Cristã” – John Stott – Ed. ABUB)
  • Jesus nos incentiva a ORAR!
  • Pais humanos dão boas coisas aos seus filhos, quanto mais Deus! (vs 9, 10)
  • Em outras duas parábolas ele estimula a persistência em oração:

◦    Lc 11.5-8 – O amigo importuno

◦    Lc 18.1-8 -  A viúva e o juiz iníquo

  • Precisamos orar tendo fé que Deus nos ouve, e que atenderá a seu tempo e modo

◦    Hb 11.6 “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima

precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.”

  • Deus nos concede boas coisas (vs 11)! Ele é PAI!
  • A questão é que às vezes pedimos “pedras e cobras” a Deus, e Ele, por ser bom, não nos concede!

2. Confiança na oração no cotidiano

  • A teologia da prosperidade: “o problema não está na prosperidade, mas na teologia, assinalou Romeiro. Para a teologia da prosperidade, o crente ‘deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar doente. Quando isso não acontece, é porque ele está sem fé, em pecado ou debaixo do poder de Satanás’, explicou o pastor da Igreja da Trindade.’    (em http://www.mundocristao.com.br/noticiasdet.asp?cod_not=4 )
  • Alguns textos mal utilizados por adeptos da teologia da prosperidade: Fp 4.12,13 ; Tg 4.2-4
  • A teologia da prosperidade e a oração:

◦    Afeta os seus adeptos, que tem um entendimento falso sobre oração, muito mais próximo de uma confissão positiva do que do conceito bíblico de oração

◦    Afeta alguns de seus opositores, que passam para o outro extremo, achando que não devemos pedir a Deus nada que seja de ordem material (não devemos pedir o pão nosso de cada dia, como ensinado na oração dominical (pai nosso)?)

  • O problema dos extremos! Deus não é nosso servo, mas também não é por isso que não nos concede coisas boas nesse mundo.
  • Fugir dos extremos: materialista X asceta; buscar o equilíbrio e a simplicidade!

3. Confiança na oração pela dádiva maior

  • Jesus indicou que seus discípulos devem ser pobres em espírito, mansos, humildes, etc.
  • Isso nada tem a ver com a teologia da prosperidade, que diz: peça qualquer coisa e será atendido!
  • Vejamos Lc 11.9-13 (especialmente VS 13)
  • A maior dádiva que recebemos é a presença de Deus e a capacitação do Seu Espírito!!! (vs 13)
  • Assim, por mais que não seja errado pedir bençãos materiais a Deus, desde que com o coração no lugar certo, a ênfase de Jesus nesse texto é pedirmos GRAÇA a Deus para vivermos como ELE quer!
  • GRAÇA para sermos discípulos de Jesus conforme ele exige no Sermão do Monte!

4. Confiança na oração sem perder de vista o próximo – Mt 7.12

  • A REGRA ÁUREA
  • Se os homens pensassem dessa forma, pelo menos na Igreja, as coisas seriam diferentes…
  • Pensar no outro antes de agir;
  • Não há espaço para “orações egoístas”!

5. Confiança na oração no caminho apertado – Mt 7.13-14

  • A porta estreita – seguir Jesus exige decisões nossas!
  • Escolhas difíceis são exigidas desde o começo;
  • Por exemplo, deixar amizades, abrir mão de encontros familiares para estar na Igreja (sem deixar de assistir a família), etc.
  • E o caminho continua apertado depois…
  • Não somente é apertado no inicio, mas durante toda a caminhada!
  • Mas a promessa é chegarmos à VIDA ETERNA! “Todavia, como está escrito: ‘Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam’” (1 Co 2.9).

Conclusão

  • Qual tem sido o teor de nossas orações?
  • Assim como a forma como gastamos nosso dinheiro e tempo indica nossas prioridades, nossas orações dizem muito sobre nossa fé!
  • Confiamos em nosso Deus e Pai?
  • Como temos lidado com as pessoas? Fazemos o que gostaríamos que fizessem conosco?
  • Qual é a nossa escolha, porta estreita e caminho apertado ou porta larga e caminho espaçoso?

 

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