Orando por direção





Reflexões sobre o Salmo 25

“Quem é o homem que teme o Senhor? Ele o instruirá no caminho que deve seguir.” (vs 12)

O rei Davi, autor desse lindo salmo, afirma que “bom e justo é o Senhor; por isso mostra o caminho aos pecadores. Conduz os humildes na justiça e lhes ensina o seu caminho” (vs 8 e 9). Deus conduz os seus filhos e ensina-lhes seus princípios eternos, que ultrapassam gerações, épocas, culturas e tradições. Conhecemos muito da vontade e propósitos de Deus para nossas vidas através das Escrituras. “Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos” (Sl 19.8b) (veja mais sobre isso aqui).

Mas algumas decisões que precisamos tomar não estão descritas claramente na Bíblia. Por exemplo, vemos nas Escrituras que o cristão deve casar com alguém no Senhor, mas a Bíblia não diz com quem casar. Também não diz que profissão seguir, qual carro comprar, como iniciar um namoro, entre outras coisas. Como lidar com isso?

Voltando o versículo inicial desse artigo, precisamos crer que Deus é fiel para nos instruir no caminho a seguir! Ele habita num lugar alto e santo, mas também com o contrito e humilde de espírito (ver Is 57.15). Segue algumas dicas que visam nos ajudar a tomar decisões importantes em nossas vidas.

Avalie o que deseja à luz da Bíblia

Como disse antes, muito do que precisamos para nossas vidas já está explícito nas Escrituras. Precisamos conhecê-las!!! Avalie suas decisões de acordo com a Bíblia. Caso você ainda não conheça bem as Escrituras, peça ajuda ao seu pastor, a um líder, a um familiar ou amigo cristão mais maduro.

Ore ao Senhor

Deus ouve nossas orações, e conhece muito bem nossas circunstâncias! Não duvide disso! Ore com confiança, sabendo que nem sempre o que queremos é o que Deus nos concederá. Deus usa as circunstâncias para moldar nosso caráter (ver Rm 8.28-29). Ele é fiel para conduzir nossas escolhas! Seja sensível à direção do Espírito Santo, pedindo a Ele graça para não confundir o que é simplesmente desejo do seu coração, com a orientação dada pelo Senhor…

Busque orientação na comunhão

Deus estabeleceu sua Igreja como sal e luz em um mundo em trevas! E também para que a comunhão dos santos seja um lugar de refrigério e direção para o seu povo. Ali, em meio aos irmãos que também passam por lutas e dificuldades, somos instruídos, confrontados, edificados e exortados a viver de modo digno do evangelho! Busque orientação com líderes e irmãos maduros. Especialmente aos jovens, ouçam seus pais! E fique muito atento se o que você tanto deseja é motivo de preocupação para os seus conselheiros. Isso pode ser um sinal de que é hora de parar e rever seus planos…

Entenda o propósito maior de nossas vidas!

O propósito maior de nossas vidas não é termos dinheiro, sermos bem sucedidos profissionalmente, sermos exaltados pelos homens e até mesmo felizes. Isso pode acontecer, em alguma medida, mas o fim principal de nossas vidas é conhecer a Deus e desfrutar de Sua presença para sempre (1)!

Verifique as motivações mais íntimas do seu coração, colocando-se diante de Deus em oração. Pense se o que você realmente deseja é agradar a Deus ou simplesmente fazer o que quer, independente das conseqüências; se o seu desejo é glorificar a Deus ou exaltar a você mesmo. Se for o caso, peça perdão a Deus e decida viver verdadeiramente para Ele!

“Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele e ele agirá” (Sl 37.5).

 

Notas

  1. Veja o que diz o Breve Catecismo de Westminster, em sua primeira pergunta:
    “PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?
    RESPOSTA: O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.”
  • Referências: Rm 11.36; 1 Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3″
  • Extraído de www.monergismo.com/textos/catecismos/brevecatecismo_westminster.htm
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Discussão3 Comments

  1. Diogo disse:

    muito bom!
    ótimos conselhos =]

  2. Stopp disse:

    Esse estudo me leva a refletir introspectivamente sobre a velha questão, como ilustra em cenas de filmes e animações quando entra aquele impasse “Decida-se: ou é Ele, ou eu”. Tem vezes que temos que botar o nosso próprio eu pra correr, e “escolher” a Ele. Por causa do pecado, e do desejo do pecado que já naturalmente é contra nós (como Deus falou a Caim em Gênesis 4), pendemos nos inclinar a nossa própria vontade, quando devemos nos permitir sermos cheios (“enchidos”) do Espírito para que não nos inclinemos como aquele boneco “joão-bobo” ao pecado, mas sim, a Deus!

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