Conciliadores de Palavra





 

A atitude pacificadora, mediadora e conciliadora está fora de moda. Infelizmente os expoentes de maior notoriedade do mundo evangélico hoje têm uma atitude beligerante, de briga e agressividade com quem quer que seja. Por vezes, apenas brigam pelo simples fato de que sua posição intransigente os levam a algum lugar.

 

Devemos voltar à Palavra e aprender um pouco no livro de Provérbios. No capítulo 15, podemos ver vários conselhos a este respeito. O versículo 1 declara:

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

Precisamos ser mais amáveis no que falamos. Nossas palavras têm ferido mais do que trazido consolo e esperança. Nossa língua está mais para uma navalha afiada do que para um remédio curativo. Certamente, em determinados momentos, precisamos ser mais firmes e contundentes com alguém, mas isto também não significa ser agressivo.

Diz o ditado: “Quando um não quer, dois não brigam.” De fato, quando alguém quiser iniciar uma contenda, esta será sanada e finalizada se uma resposta branda for lançada. O problema é que muitas vezes nós pensamos “ah, mas isso não pode ficar assim”; “ah, mas eu não levo desaforo para casa”. Precisamos ser pacificadores!

O versículo 18 diz:

O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.

Precisamos desenvolver a sublime capacidade de sermos conciliadores! Em nenhum momento estou afirmando que esta é uma tarefa fácil, mas isto não tira a importância e necessidade de trazermos paz a situações complicadas. Certamente nosso exemplo será observado, e podemos influenciar positivamente outras pessoas a fazerem o mesmo. É preciso não tomar partido, mas buscar solucionar o problema da melhor forma possível.

O versículo 23 afirma:

O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!

Ah, como nossas relações seriam diferentes se pensássemos um pouquinho só neste versículo! Nós, como bons latino-americanos, muitas vezes agimos no impulso: quando o ‘sangue ferve’, a boca trabalha como nunca, proferindo às vezes palavras impensadas, que podem ferir ou trazer contenda por questões tão simplórias por vezes.

Que possamos nos alegrar quando, mesmo irritados, conseguirmos ter domínio próprio e proferirmos as palavras adequadas! A palavra dita no tempo certo é como uma flecha que acerta o alvo. Ela é uma flecha, que pode machucar alguém se dita no momento errado, mas, se no momento certo, atinge seu objetivo – acertar o alvo!

Não é por muito falar que seremos ouvidos. Os fariseus pensavam assim e Jesus os repreendeu (Mateus 6.7). Que Deus nos dê sabedoria para escolhermos bem nossas palavras, pois, desta forma, elas poderão ter um impacto maior nas pessoas, trazendo, dentre outras coisas, a pacificação e mediação dos conflitos! Seja um conciliador de palavra!

 

Compartilhe você também!
 

Discussão1 Comment

  1. carlos Stopp disse:

    Em situações estressantes, com a pessoa já cansada e desgastada ela já se altera com mais facilidade. Transtorna-se. Descaracteriza-se. É justamente aí nesse crisol da vida que o caráter é posto à prova e o exercício com atenção destes conselhos e ensinos do livro dos provérbios demonstra capital importância.
    Nesse mundo globalizado a tendência é de as pessoas viverem o que mostra um filme estrelado pelo ator Michel Douglas, “Um Dia de Fúria”. É importante frizar que se o cristão não aprender o ensino dessa Palavra de Deus pelo exercício “diário” delas e não se permitir ter sua mente transformada pela renovação que nos trás o Evangelho da Paz, Em dado ponto, por mais “esperto e malandro” que o sujeito seja em “atuar” como crente na frente dos outros, ele numa dessas vai explodir em ira, revolta e pecado; e o que ele esconde ou escondia será revelado. Sim, espremido pela vida os segredos encobertos pularão para fora, à vista de todos.

Envie seu comentário