Pregação: A Realidade dos Fatos





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A realidade dos fatos (Mt 7.15-23)

Introdução

  • Estamos estudando o Sermão do Monte – Mt 5 a 7
  • Estamos no final do Sermão, tratando sobre o cap. 7
  • Jesus ensinou que não devemos julgar, mas também que devemos ter discernimento para não lançar pérolas aos porcos. Ensinou que devemos orar confiantemente, sem perder de vista que o seu discipulado inicia com uma porta estreita e segue por um caminho apertado.
  • Jesus segue fazendo advertências muito sérias sobre falsos profetas e falsos professos (J.C. Ryle).
  •  

  • Embora Jesus tenha feito tais advertências, para alguns isso parece distante. É como se isso fosse restrito aos tempos de Jesus e ao tempo muito próximo do fim. Mas não é isso que Cristo disse. A realidade é que existem falsos mestres e falsos cristãos HOJE. Essa é a realidade dos fatos!
  • Meditaremos sobre isso hoje!

Desenvolvimento

  1. A realidade dos falsos profetas – Mt 7.15-20
  • Embora esse discurso de Jesus possa parecer restrito ao passado ou futuro distantes, essa realidade existe hoje. Em nossos dias existem falsos mestres e falsos profetas, lobos vestidos em peles de ovelhas. Às vezes não atentamos para essa realidade! Vamos observar as advertências de Jesus.
  • vs 15 – Jesus está falando de pessoas que tem aparência de piedade, mas que não são genuínas (2 Tm 3.1-9)
  • vs 16-20 – “Um lobo pode disfarçar-se; uma árvore não” (Stott)
  • Reconhecimento dos frutos (Stott)

a) Caráter e conduta – devem ser semelhantes a Cristo (obras da carne X fruto do Espírito – Gl 5)

b) O ensino da pessoa – o verdadeiro ensino bíblico precisa ser completo (graça e juízo, perdão e arrependimento, etc., e não enfatizar apenas alguns pontos da fé.

– “O profeta falso é o indivíduo que não inclui as ideias da ‘porta estreita’ e do ‘caminho apertado’ na sua mensagem. Ele nada apresenta de realmente ofensivo para o homem natural; mas procura agradar a todos. (…) Ocultar a verdade é repreensível e condenável como proclamar qualquer heresia.” (pg 519-520)

– Jeremias 6.13-14; 23.16-17

c) A influência (resultado de seus ensinos)

  • Esse “teste dos frutos” demanda tempo e um “escrutínio íntimo e crítico do seu caráter, da sua conduta, da sua mensagem, das suas motivações, e da sua influência.” (Stott)
  • Cuidado para não entrar na paranóia da “caça aos hereges”! Todos tem falhas! O início do cap. 7 diz para não julgarmos…
  • vs 19 – Falsos profetas podem enganar os homens, mas não a Deus!2. A realidade da auto-ilusão – Mt 7.21-23
  • Existem falsos profetas e também falsos professos, pessoas que se dizem cristãs mas não são.
  • É duro pensar nisso, mas entre pessoas próximas, talvez familiares, amigos de trabalho, de escola e faculdade, existem alguns que vão para o inferno! E mais, entre membros e até líderes da Igreja também!
  • O inferno é uma realidade, assim como a auto-ilusão de muitos que se dizem cristãos!
  • vs 21 – Uma confissão ortodoxa do senhorio de Jesus não é necessariamente um sinal de fé genuína! Precisamos confessar Jesus como nosso Senhor (Mt 10.33; Rm 10.9.10), mas a confissão precisa ser acompanhada do “fazer a vontade de meu Pai, que está nos céus” – Lc 6.46!
  • vs 22 – Obras espetaculares não são necessariamente um sinal de fé genuína – Mt 24.24-25!
  • vs 23 – “Nunca os conheci” – Conhecer aqui significa um relacionamento. Essas pessoas, embora cristãs confessas, não viveram um relacionamento verdadeiro com Cristo!

2 Tm 3.19b “’O Senhor conhece quem lhe pertence’ e ‘afaste-se da iniqüidade todo aquele que confessa o nome do Senhor’”. (artigo no site)

3.Sinais da auto-ilusão, segundo Lloyd-Jones

  • 1 Co 11.28a “Examine-se cada um a si mesmo”
  • Examinar a nós mesmos e identificar nossos principais interesses, que não devem ser:
    • Frequentar reuniões, tendo a presença nelas como principal interesse;
    • Ênfase apenas em fenômenos extraordinários (curas, profecias, etc.);
    • Defesa exagerada de uma organização, denominação, igreja local, grupo de jovens, etc.
    • Ênfase na dedicação a causas sociais e nacionais;
    • Defesa da fé (enfase exagerada na apologética);
    • Interesse puramente acadêmico e teórico pelas questões teológicas;
    • Interesse demasiado pelos eventos do fins dos tempos, calendários escatológicos, etc.
    • Ler a Bíblia com uma atitude puramente intelectual (como se fosse um livro qualquer);
    • Esconder-se atrás da graça”, justificando uma vida libertina.
  • Muitas dessas coisas tem importância, mas nosso principal interesse deve ser no relacionamento com nosso Senhor e Salvador!

Conclusão

  • Temos tido muitas oportunidades de ouvir o evangelho e conhecer os mandamentos de Deus.
  • Qual tem sido a nossa resposta a Deus?
  • Se morrermos agora, o que Jesus dirá a nós no dia do juízo?
  • No que estamos realmente interessados? Ministérios, cargos, auto-afirmação, glória dos homens, ou em conhecer a Cristo e o poder de sua ressurreição (Fp 3.10)
  • O juízo é uma realidade! Que Deus tenha misericórdia de nós!

 

 

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