Masculinidade Cristã (Parte II)





Esta é uma série de artigos que visa uma discussão sobre o que é a masculinidade e como podemos encontrá-la na Bíblia.

C

riado pela avó

Este post é uma sequência necessária do primeiro desta série, pois quando disse que o que define o homem não são os aspectos exteriores, corri o risco de “assinar embaixo” uma conduta perigosa. Vamos ver que conduta é esta:

Um dito popular utilizado quando se quer falar daquele menino que é todo cheio de “não-me-toques”, ou sem experiência de vida, ou com ‘pouco jeito de homem’ é dizer que ele “soltou pipa no ventilador”, ou “jogou bola de gude no carpete”, ou, o mais famoso, “foi criado pela avó”.

Fugindo um pouco destas generalizações, gostaria de tratar um assunto seríssimo e que, infelizmente, cresce vertiginosamente, inclusive em nossos ambientes cristãos: rapazes com trejeitos femininos, ou jovens afeminados.
Este assunto é delicado, pois tal fato pode ter origens diversas e, por vezes, pode não significar nada mais sério, devendo, contudo, ser seriamente corrigido pelo pai ou responsável masculino. Pai, se você percebe isto em seu filho, eu peço com muita esperança que você detecte e corrija isto na vida dele. Deus te dará sabedoria para tratar com ele.
Contudo, existem casos que incluem situações mais complexas – muitos rapazes, por não terem um referencial masculino em casa (viverem a vida toda com figuras femininas, como mãe, irmãs, avó, tias), acabam por não desenvolver um jeito de ser típico de um homem, desenvolvendo, por vezes, trejeitos femininos. É urgente que pessoas assim sejam orientadas também.
O caso mais extremo é, de fato, quando pessoas não apresentam apenas os trejeitos, mas tal manifestação exterior é sinal de algo interior – a tendência para a homoafetividade. Não podemos mais fechar os olhos para este assunto. A igreja, de um modo geral, ainda não sabe lidar direito com esta situação.
É preciso ensinar, alertar, indicar que a homoafetividade não é um caminho natural criado por Deus. É preciso ser íntegro biblicamente e afirmar que Deus criou homem e mulher, e estes apenas. Não existe um terceiro gênero. A vontade de Deus é que houvessem homens e mulheres apenas.
Além disso, Deus não errou, como alguns dizem – “na verdade, era pra eu ter sido mulher, mas Deus me criou como homem, então deixa eu consertar este erro de Deus e voltar para minha essência” – isso não existe. Indo mais fundo, a conduta homoafetiva é condenável diante de Deus, tanto na Lei do Antigo Testamento quanto na abordagem da igreja primitiva, principalmente por Paulo no texto de Romanos 1.
O desafio neste assunto é tratar seriamente o pecado da homoafetividade tendo profunda compaixão com o pecador. Franklin Ferreira diz que precisamos ser mais maleáveis com os pecadores, e implacáveis com os hereges, contudo a igreja tem feito o contrário – temos “matado e enterrado” pecadores, e, por vezes, tolerantes com heresias sutis.
Se você se enquadra (ou conhece alguém que se enquadra) em qualquer destas situações, não hesite em pedir ajuda ao seu líder, ou a seus pais ou responsáveis. Somente não tente conviver com isto sozinho – o desafio de afirmar a masculinidade nesta situação é árduo, mas é possível! Confie em Deus!

Fique na paz!

Por Gabriel Carvalho

Leia também a terceira parte deste artigo!

Compartilhe você também!
 

Discussão4 Comments

  1. [...] também a terceira parte deste artigo! Compartilhe você também! [...]

  2. [...] também a primeira parte deste artigo! Compartilhe você também!   Tags: [...]

  3. Diogo disse:

    texto bom, mas acho que tratou da questão com muita superficialidade… porque não é sempre que uma criança tem “trejeitos feminino” que ela tem uma tendência ao homossexualismo e, algo mais sério, esses trejeitos e tudo mais podem ser até mesmo uma consequência de um problema orgânico. há pessoas que tem desordens hormonais (dentre outros problemas) que afetam o seu organismo como um todo e esses problemas se expressam através desses “trejeitos estranhos” e não adianta de nada repreender uma pessoa dessas, porque isso seria apenas combater os efeitos colaterais de um problema mas não combater o problema em si. essas pessoas precisam é de acompanhamento médico, não de repreensão apenas.
    não podemos tratar os problemas alheios com superficialidade e preconceito, temos que procurar entender o nosso próximo para que a gente não seja cego pelo legalismo.
    o problema do homossexualismo é muito grande pra igreja cristã justamente porque nós não sabemos lidar com essas pessoas, ou a gente simplesmente condena elas como filhas do demônio ou nós simplesmente acolhemos elas e não as confrontamos a respeito de seus pecados… a gente tem muito que aprender ainda…

    • Tulio disse:

      Pessoal achei muito interessante o post, e concordo com tudo aí que foi dito pelo Diogo…diogo depois se tiver mais algum material meu email é tuliogoiano@gmail.com, pois sou cristao, tenho um filho de 4 anos, que está desenvolvendo trejeitos femininos, eu estou buscando ajuda, pois sei que DEUS não o criou de forma errada, como dizem por aí, pelo contrário confio no proposito até ministerial na vida do meu filho, e sei que isso é só uma fase, que acredito no DEUS que sirvo, e vamos vencer, depois quero colocar aqui o testemunho da transformação que DEUS vai fazer na vida dele. Fique com DEUS todos.

Envie seu comentário