Bem-vindo ao Corpo de Cristo!

Há uma época do ano em que vemos as igrejas se mobilizando para o retiro de carnaval. O retiro é um momento especial em que a igreja, ou parte dela, se afasta do mundo e se reúne para adorar a Deus. As mesmas pessoas que encontramos todos os finais de semanas na igreja estarão reunidas no mesmo lugar. Pessoas imperfeitas, cheias de falhas, mas que têm como objetivo buscar a presença de Deus.

O retiro reserva muitos tesouros escondidos. O segredo para a busca talvez esteja no modo como olhamos para ele.Precisamos ampliar a nossa visão com relação à igreja e ao retiro, e, assim, percebermos o propósito de Deus por trás deles. Precisamos olhar para cima para mantermos nossa mente focada naquilo que já sabemos: Deus é a audiência da nossa adoração. Enquanto nos concentramos nos detalhes e não no alvo, perdemos o mais importante de tudo, que é encontrar Deus.
Todo retiro tem seus problemas, muitos originados pelo confinamento quase que obrigatório no mesmo espaço reduzido. Mas o retiro é um dos meios que sustentam o alvo principal de fazer com que os verdadeiros adoradores se encontrem com Deus. Não que o local seja especial, mas porque nós, como Igreja, não ficamos apenas como espectadores, mas nos tornamos participantes. Assim, podemos ajudar a torná-lo o tipo de lugar que Deus quer que seja: O lugar onde podemos começar, retomar ou continuar nosso relacionamento com Ele.

Também devemos olhar ao redor. Apocalipse 5.9 diz que o sangue de Jesus comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Não podemos esperar nada diferente disso. A igreja foi a primeira instituição na história do mundo a nivelar gentios e judeus, homens e mulheres, escravos e livres.
No retiro temos a oportunidade de unir gerações. O resultado disso é um culto mais rico, em que podemos aprender mais uns com os outros. Nele, descobrimos e redescobrimos pessoas. Não só porque é o retiro, mas porque cada um contribui com a sua personalidade, sua experiência, seu caráter, sua sabedoria e sua história.

Olhar para fora. Como disse o arcebispo William Temple: “A igreja é a única sociedade cooperativa no mundo que existe em benefício dos que não são membros”. Aprendemos isso no retiro. Quem compartilha o amor sai enriquecido. Retiro é lugar não apenas de cristãos engajados, mas também dos que estão iniciando e dos não-cristãos. Retiro é lugar daqueles que estão voltando para o caminho, daqueles que têm dúvida, dos que relutam em perdoar, dos que fraquejam, daqueles que estão dando o primeiro passo de fé, além de muitos outros.
Entretanto, seja qual for o perfil do retirante, a questão é a mesma: precisamos uns dos outros. Existem necessidades humanas que são mais bem supridas em meio a uma comunidade amorosa como a igreja. Martinho Lutero nos chamou de “Máscaras de Deus” porque, segundo ele, o mundo não suporta a força direta da sua glória. Para o mundo que nos observa, somos a prova de que Deus está vivo. Mostramos de modo visível a forma que ele tem.

Por fim, precisamos olhar para dentro. A igreja é um local onde alguém pode se levantar e dizer: “Oi, meu nome é João, sou alcoólatra e viciado em drogas”? Se muitas igrejas pudessem comunicar graça num mundo de competição, julgamento e posição, a igreja se tornaria um lugar onde as pessoas se juntariam com prazer. Mas muitas vezes nos posicionamos como vencedores, bem sucedidos, como se não dependêssemos de Deus ou dos outros. E assim fazemos com que outras pessoas se sintam inferiores e incompletas.
No retiro também temos oportunidade de olhar a dor do próximo, nos compadecer dele e, quem sabe, ajudá-lo a se recuperar dessa dificuldade. Temos a oportunidade de olhar o pecado de perto e não nos sentirmos superiores e, sim, cada vez mais envergonhados, como seres falhos que somos. E também a oportunidade de confessar nossos próprios pecados.

O retiro é o lugar onde podemos apresentar essa graça. A graça que nos alcançou. Aquela graça obstinada, insaciável. Graça que mostra um retrato daquilo que Deus suporta quando escolhe amar alguém como nós.
A graça que recebemos no retiro, que faz transbordar o nosso coração, ao longo do ano vai ganhando forma, cor e conteúdo até chegar ao ponto em que todos os que têm algum contato conosco, de alguma forma, se vão como se tivessem conhecido um pouco mais do amor de Deus.

Artigo baseado no livro “Igreja: por que me importar?”, do autor Philip Yancey

Diogo Kobbi
Juventude ICNV Freguesia

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O Obreiro e a Palavra

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A 2ª epístola de Paulo a Timóteo foi escrita em um momento difícil na vida do grande Apóstolo. Ele estava preso, tinha sido abandonado por muitos (2 Tm 1.15), percebia desvios doutrinários (2 Tm 2.17-18) e previa a proximidade de sua morte (2 Tm 4.6-8).

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Que segurança!

© Pablo Reinsch

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Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: “O Senhor conhece quem lhe pertence” e “afaste-se da iniqüidade todo aquele que confessa o nome do Senhor”. (2 Tm 2.19)

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